A atual gestão da Amorcrusp, a “Crusp Popular”, foi eleita em novembro de 2012, para um mandato de um ano, que terminou em novembro de 2013. Alegam não terem feito as eleições “pois no ano passado muitas Assembleias (inclusive duas eleitorais que poderiam ter realizado esse processo no período certo) não ocorreram por baixa presença” [sic]. Entretanto, no final de novembro, dia 21, quando já não havia mais tempo hábil para realizar as eleições em 2013, realizaram uma “assembleia”, e o quórum reduzido – 6 (seis) moradores presentes - não os impediu de tirar um calendário eleitoral que perpassava as férias e os primeiros dias letivos deste ano, com prazo de inscrição de chapas esgotando-se no dia 7 de março, a sexta-feira pós-carnaval. Isso acabou por inviabilizar a inscrição de chapas de oposição. Indispostos a rever um calendário que pudesse permitir a participação dos demais moradores, aceitaram, por pressão nossa, que a inscrição de chapa fosse estendida para 12 de março. Também não dizem nossos colegas da “Crusp Popular” que eles mesmos marcaram duas assembleias eleitorais para os exatos mesmos dias de duas assembleias gerais da greve estudantil que estava em andamento.
Entretanto, muito mais que denunciar a tentativa de esvaziar o processo eleitoral, denunciamos o esvaziamento do espaço político que vivemos ao longo desta gestão, e o alinhamento dela com a administração da burocracia admistrativa da SAS/Coseas.
Nosso objetivo não é nem nunca foi “ganhar” a Amorcrusp por ganhar. E é justamente nisso que somos diametralmente opostos a esta gestão que mordeu o osso e não larga. Nós não alimentamos nenhuma confiança na burocracia da SAS/Coseas. Bem pelo contrário, reivindicamos toda a história de luta dos estudantes que se viram obrigados a ocupar estes blocos de moradia na marra, a defendê-la das tentativas de sucessivos reitores de desocupá-la ou torná-la paga. Somos os que não deixam ninguém esquecer que aqui nada foi dado, tudo foi conquistado. E muitos estudantes pagaram caro por isso. Alguns perderam a vida, outros foram torturados na época da ditadura. Muitos foram expulsos.
Recentemente, tivemos vários colegas torturados psicologicamente, afastados dos estudos, interrompidos em seus direitos e processos de vida, com a forja de processos os mais variados e numerosos possíveis, administrativos e até criminais, pela simples razão de não se calarem frente à corrupção e à crescente entrega da universidade pública aos interesses dos capitais privados, para o que não interessa usar recursos públicos para financiar quem depende de bolsas de permanência para estudar.
Tudo ou quase tudo em matéria de permanência estudantil foi arrancado pela luta organizada. E essa é a função primordial de uma associação de moradores. Servir de ferramenta para sua defesa e organização. É pra isso que uma entidade deve ser ganha. A saúde dessa entidade depende da participação política do conjunto dos moradores. Se esta gestão “Crusp Popular” desejasse aumentar a participação política dos moradores, não tentaria fazer as eleições em tempo tão curto, em época de Crusp esvaziado.
Se esta gestão prezasse pela formação e organização política dos moradores, não teriam deixado na mão os moradores do bloco C, quando eles se levantaram pra tentar se defender da barulheira do canteiro de obras que se abriu nas janelas onde estudam e descansam. Se prezassem pela maior participação política dos moradores não tentariam excluir das instâncias de exercício democrático, como são as eleições, os novos moradores, proibindo-os de votar. E é grave que tentem tirar o direito democrático de uma parcela dos moradores de participarem ativamente da escolha de seus representantes políticos. Qual é o problema, afinal? Os novos moradores não teriam maturidade pra votar? Não teriam capacidade de análise e de formar uma opinião própria? O problema é que seriam por demais ingênuos e manipuláveis? Seriam alvo fácil de uma chamada “caçada aos bixos”? Num passado não muito remoto alguns desses mesmos argumentos eram usados pra justificar a cassação dos direitos políticos das mulheres, não nos esqueçamos!, dos analfabetos, dos escravos, da população desprovida de bens materiais.
Mas se não podem participar, como esperar que ganhem a experiência necessária? E quem define quem tem e quem não tem capacidade pra fazer uma “boa” escolha? A “Crusp Popular”? Na nossa concepção o que estamos vivendo é uma ameaça à democracia na nossa entidade representativa e nos nossos fóruns de organização, de luta, e de decisão política.
Fomos chamados de “oportunistas” pela Crusp Popular. Se defender a democracia nos nossos fóruns é ser oportunista, se defender a nossa organização independente frente à SAS/Coseas é ser oportunista. Se defender que mais moradores tenham o direito de organizar chapar para concorrer às eleições da entidade é ser oportunista, se defender que as negociações feitas entre a Amorcrusp e a SAS/Coseas sejam tornadas públicas é ser oportunista, se defender que todos os moradores tenham conhecimento prévio das datas das assembleias ordinárias e também das extraordinárias é ser oportunista, se defender que todos os moradores devam ter os mesmos direitos e deveres é ser oportunista, se defender a realização desta assembleia do dia 26 de março para adiar o calendário eleitoral é ser oportunista, não há nada de que nos orgulhemos mais do que do nosso oportuno “oportunismo”.
Por todas estas razões foi que reunimos um grupo de moradores para convocar uma nova assembleia eleitoral. Mesmo tendo inscrito uma chapa (“Acorda, Crusp!”) para concorrer a estas eleições da Amorcrusp, consideramos que este processo só pode ser legitimado se a todos os moradores for dada a mesma oportunidade de participação. Para isso a necessidade da realização desta assembleia do dia 26 próximo.
A “Crusp Popular” não está movendo uma palha que seja para que esta nova assembleia eleitoral aconteça. Vamos precisar, mais do que nunca, da participação de cada um que entenda a necessidade de defender a democracia na nossa entidade representativa.
Vamos precisar da participação de você que está lendo este informe e entende a necessidade de agir neste momento.
Estamos colhendo assinaturas de moradores que apoiam a realização dessa assembleia. Defenda sua entidade. Defenda sua independência e seu caráter de luta.
É seu, é nosso papel repolitizar a vida no Crusp, que passou por um processo de higienização política e social, contra a qual nada ou muito pouco fez, infelizmente, a galera da “Crusp Popular”.
Entretanto, muito mais que denunciar a tentativa de esvaziar o processo eleitoral, denunciamos o esvaziamento do espaço político que vivemos ao longo desta gestão, e o alinhamento dela com a administração da burocracia admistrativa da SAS/Coseas.
Nosso objetivo não é nem nunca foi “ganhar” a Amorcrusp por ganhar. E é justamente nisso que somos diametralmente opostos a esta gestão que mordeu o osso e não larga. Nós não alimentamos nenhuma confiança na burocracia da SAS/Coseas. Bem pelo contrário, reivindicamos toda a história de luta dos estudantes que se viram obrigados a ocupar estes blocos de moradia na marra, a defendê-la das tentativas de sucessivos reitores de desocupá-la ou torná-la paga. Somos os que não deixam ninguém esquecer que aqui nada foi dado, tudo foi conquistado. E muitos estudantes pagaram caro por isso. Alguns perderam a vida, outros foram torturados na época da ditadura. Muitos foram expulsos.
Recentemente, tivemos vários colegas torturados psicologicamente, afastados dos estudos, interrompidos em seus direitos e processos de vida, com a forja de processos os mais variados e numerosos possíveis, administrativos e até criminais, pela simples razão de não se calarem frente à corrupção e à crescente entrega da universidade pública aos interesses dos capitais privados, para o que não interessa usar recursos públicos para financiar quem depende de bolsas de permanência para estudar.
Tudo ou quase tudo em matéria de permanência estudantil foi arrancado pela luta organizada. E essa é a função primordial de uma associação de moradores. Servir de ferramenta para sua defesa e organização. É pra isso que uma entidade deve ser ganha. A saúde dessa entidade depende da participação política do conjunto dos moradores. Se esta gestão “Crusp Popular” desejasse aumentar a participação política dos moradores, não tentaria fazer as eleições em tempo tão curto, em época de Crusp esvaziado.
Se esta gestão prezasse pela formação e organização política dos moradores, não teriam deixado na mão os moradores do bloco C, quando eles se levantaram pra tentar se defender da barulheira do canteiro de obras que se abriu nas janelas onde estudam e descansam. Se prezassem pela maior participação política dos moradores não tentariam excluir das instâncias de exercício democrático, como são as eleições, os novos moradores, proibindo-os de votar. E é grave que tentem tirar o direito democrático de uma parcela dos moradores de participarem ativamente da escolha de seus representantes políticos. Qual é o problema, afinal? Os novos moradores não teriam maturidade pra votar? Não teriam capacidade de análise e de formar uma opinião própria? O problema é que seriam por demais ingênuos e manipuláveis? Seriam alvo fácil de uma chamada “caçada aos bixos”? Num passado não muito remoto alguns desses mesmos argumentos eram usados pra justificar a cassação dos direitos políticos das mulheres, não nos esqueçamos!, dos analfabetos, dos escravos, da população desprovida de bens materiais.
Mas se não podem participar, como esperar que ganhem a experiência necessária? E quem define quem tem e quem não tem capacidade pra fazer uma “boa” escolha? A “Crusp Popular”? Na nossa concepção o que estamos vivendo é uma ameaça à democracia na nossa entidade representativa e nos nossos fóruns de organização, de luta, e de decisão política.
Fomos chamados de “oportunistas” pela Crusp Popular. Se defender a democracia nos nossos fóruns é ser oportunista, se defender a nossa organização independente frente à SAS/Coseas é ser oportunista. Se defender que mais moradores tenham o direito de organizar chapar para concorrer às eleições da entidade é ser oportunista, se defender que as negociações feitas entre a Amorcrusp e a SAS/Coseas sejam tornadas públicas é ser oportunista, se defender que todos os moradores tenham conhecimento prévio das datas das assembleias ordinárias e também das extraordinárias é ser oportunista, se defender que todos os moradores devam ter os mesmos direitos e deveres é ser oportunista, se defender a realização desta assembleia do dia 26 de março para adiar o calendário eleitoral é ser oportunista, não há nada de que nos orgulhemos mais do que do nosso oportuno “oportunismo”.
Por todas estas razões foi que reunimos um grupo de moradores para convocar uma nova assembleia eleitoral. Mesmo tendo inscrito uma chapa (“Acorda, Crusp!”) para concorrer a estas eleições da Amorcrusp, consideramos que este processo só pode ser legitimado se a todos os moradores for dada a mesma oportunidade de participação. Para isso a necessidade da realização desta assembleia do dia 26 próximo.
A “Crusp Popular” não está movendo uma palha que seja para que esta nova assembleia eleitoral aconteça. Vamos precisar, mais do que nunca, da participação de cada um que entenda a necessidade de defender a democracia na nossa entidade representativa.
Vamos precisar da participação de você que está lendo este informe e entende a necessidade de agir neste momento.
Estamos colhendo assinaturas de moradores que apoiam a realização dessa assembleia. Defenda sua entidade. Defenda sua independência e seu caráter de luta.
É seu, é nosso papel repolitizar a vida no Crusp, que passou por um processo de higienização política e social, contra a qual nada ou muito pouco fez, infelizmente, a galera da “Crusp Popular”.
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